ANSIEDADE; O MAL DO SÉCULO

A juventude é uma fase de procura de si próprio e de um sentido para a vida. É neste período que o jovem se vai confrontar com tarefas fundamentais ao seu desenvolvimento, nomeadamente a construção da sua identidade, a procura de autonomia face aos pais, a procura de novas relações significativas (amigos, namorados). Esta fase de grandes mudanças. Assim, o jovem que não resolveu as crises dos estádios anteriores de modo construtivo vai ser mais susceptível a ter medos, dúvidas, vergonha e inseguranças que poderão estar na base da estruturação de sintomas de ansiedade. Este período etário podendo ser de reorganização e reestruturação é, por isso, vulnerável ao surgir de sintomas ansiosos que poderão ser passageiros ou, pelo contrário, estruturarem-se tomando a forma de síndrome de ansiedade.

Este período etário podendo ser de reorganização e reestruturação é, por isso, vulnerável ao surgir de sintomas ansiosos que poderão ser passageiros ou, pelo contrário, estruturarem-se tomando a forma de síndrome de ansiedade. avaliando as diferentes formas de resolução nas tarefas psicossociais que se relacionam com os medos simples, a fobia social, a agorafobia e os pensamentos ou impulsos obsessivos e os comportamentos compulsivos de verificação e contaminação. “O sentido de iniciativa está relacionado com a capacidade de desenvolver projetos, planear e executar, o que se tornam requisitos muito importantes para adaptação na nossa sociedade em particular no contexto académico cada vez mais exigente e competitivo. A culpa, polo mais negativo, está relacionado com o fracasso (“eu errei”) pelo que mais facilmente pode desencadear ansiedade (Niler & Beck, 1989; Tangney et al., 1992).

O sentido de indústria está relacionado com sentimentos de competência, capacidade e motivação para colaborar como outros. A inferioridade está relacionada com medo do fracasso (“eu não sou capaz”), não assertividade e medo do confronto com os outros (Costa, s/d), o que provavelmente poderá levar ao evitamento das situações de desempenho e relacionamento ou ao confronto com essas situações acompanhado de grande ansiedade.

De acordo com a investigação a aquisição do sentido de identidade, na medida que é uma ressíntese das tarefas anteriores, está associada a uma auto-estima elevada e a adaptação psicológica (académica, relacional, emocional). Uma identidade difusa aparece mais relacionada com a desadaptação psicológica (Archer, 1989; Sprinthall & Collins, 1994) e com maiores níveis de ansiedade (Costa, 1991). É consensual que a intimidade com os pares e amorosa tem um papel importante no desenvolvimento emocional e social dos indivíduos. Com base na investigação são os indivíduos que conseguem estabelecer relações íntimas os que apresentam maior adaptação psicológica (Bagwell, Schmidt, Newcomb & Bukowski, 2001; Bukowski, Hoza & Boivin, 1993; La Greca, 2001).

0 Comentários
2 Curtidas
PublicaçãO Anterior: Ensinando a Gerenciar o dinheiro

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *